É o tema da ordem. Tudo se discute. Devem os clubes ceder os seus às selecções obrigatoriamente para jogos particulares?
Claro que em semana de clássico de ambos os lados se ouvem vozes a dizer que não, que os jogadores são assalariados dos clubes e estes devem é que devem beneficiar ao máximo do seu rendimento.
Se por um lado é verdade que os clubes são prejudicados por não poderem contar com os seus jogadores, também é verdade que podemos ver o caso de outra forma não é também um dos factores mais importantes para a valorização dos jogadores este ser internacional? Quantas vezes já vimos na imprensa frases do género “clube x interessado no jogador y internacional pelo seu país”? E logo soam as sirenes de “qualidade” até pode nem ser mas é internacional.
Sempre vi os jogos da nossa selecção com algum entusiasmo, sempre torci pela selecção jogássemos nós uma final de uma competição ou um jogo particular contra as Ilhas Faroé. Mas esse entusiasmo tem-se vindo a esfumar principalmente por falta de liderança na selecção por falta de empatia. Não temos quem nos chame à selecção.
Nem Queiroz é um mobilizador e muito menos Bento o é. Tentam ser tão profissionais que deixam a paixão da selecção arrumada a um canto e nisso se nota o afastamento do público perante a selecção do seu país.
Mas o que realmente me faz escrever é o facto dos clubes hoje em dia fazerem tudo para que os jogadores não joguem na selecção. Simulam-se lesões, pedem-se dispensas, pede-se que os treinadores poupem os jogadores não os fazendo jogar 90 minutos… Depois queixam-se que quando chegamos às fases finais das competições o conjunto de individualidades fantástica afinal não dá uma selecção mediana.
No passado fim-de-semana viram-se três casos distintos destas situações.
Comecemos pelo Sporting, o Rui Patrício, lesionado no joelho desde o frango que deu nos Barreiros quando chocou contra o poste ao tentar emendar o erro, foi poupado por Sá Pinto. Logo se ouviram alguns a dizer que o Sporting estava a fazer com que o Patrício não fosse à selecção para não ter mais desgaste. Contrariamente ao que se falou, Patrício foi dos primeiros a integrar a comitiva da selecção sem que fosse levantada qualquer questão.
O Benfica, depois da agressão bárbara (?!?) a que foi sujeito Rodrigo em São Petersburgo tudo indicava que estaria no estaleiro durante uns tempos. Todos enganados, nem uma semana depois e já era titular no jogo seguinte do seu clube. As coisas não correram bem e no jogo seguinte ressentiu-se da lesão, não estava apto para o jogo em Coimbra como se certeza não estava apto para o jogo da selecção do seu país, era uma garantia do seu treinador. O Benfica não ganha e o tiro sai pela culatra. Não só não é dispensado pela selecção porque tem uma suposta lesão como será titular amanhã… a tentativa de “enganar” os elementos federativos espanhóis saiu ao lado por duas vezes. Outra coisa que me choca é tanto alarido para o jogo da selecção nacional, o Benfica viu 2 jogadores serem convocados, nenhum é titular da selecção nem do Benfica, qual é a probabilidade de estarem “cansados”?
O Porto, tenta a todo o custo que a Federação Colombiana dispense James do jogo em Miami na véspera do clássico. Tentou protegê-lo mas foram obrigados a lançá-lo no jogo contra o Feirense porque a coisa ia correndo para o torto. É mais do que óbvio que na selecção do Bento os jogadores que vestem de azul serão poupados na Polónia, falo claro do anão e do Rolando (se bem que este nem na selecção de Loures tem lugar).
Saudações Leoninas